Citologia veterinária
julho 11, 2026Função renal veterinária
julho 11, 2026
Avaliação interna do sistema digestivo de cães e gatos
A Endoscopia é um procedimento que permite visualizar diretamente o interior de partes do sistema digestivo por meio de um equipamento com câmera e iluminação. O exame pode ser utilizado para investigar alterações no esôfago, estômago, início do intestino e intestino grosso, dependendo da técnica realizada.
Além de produzir imagens das mucosas, o equipamento possui canais que permitem introduzir instrumentos delicados. Dessa forma, o veterinário pode coletar fragmentos para biópsia e, em casos selecionados, retirar corpos estranhos sem realizar uma cirurgia aberta.
Na TotalVet, a Endoscopia pode ser indicada para auxiliar no diagnóstico de doenças gastrointestinais, obter amostras de tecido e remover determinados objetos ingeridos. O procedimento é realizado sob anestesia geral.
Vômitos persistentes, dificuldade para engolir ou suspeita de ingestão de objeto precisam ser avaliados por um veterinário. Entre em contato com a TotalVet para receber orientação.
Como funciona a endoscopia veterinária?
O endoscópio é um tubo flexível ou rígido equipado com câmera, iluminação e canais de trabalho. As imagens são transmitidas para um monitor, permitindo que o veterinário observe a superfície interna dos órgãos durante o procedimento.
Na avaliação digestiva superior, o equipamento é introduzido pela boca e pode examinar o esôfago, o estômago e parte do duodeno. Na colonoscopia, o acesso é realizado pelo reto para avaliar o intestino grosso e, em determinadas situações, a porção final do intestino delgado.
A Endoscopia mostra alterações da mucosa que podem não aparecer claramente em radiografias ou ultrassonografias. Também permite coletar pequenas amostras de regiões específicas para análise histopatológica.
Quando o exame pode ser indicado?
O procedimento normalmente é solicitado depois da consulta e da realização de exames iniciais. Nem todo episódio de vômito ou diarreia exige uma avaliação endoscópica.
A indicação é considerada quando os sintomas persistem, retornam com frequência, não respondem ao tratamento inicial ou estão acompanhados de sinais que sugerem uma alteração importante.
Principais indicações
- Vômitos frequentes ou crônicos.
- Regurgitação.
- Dificuldade ou dor para engolir.
- Engasgos recorrentes.
- Perda de peso sem causa definida.
- Falta de apetite persistente.
- Vômito com sangue.
- Fezes muito escuras ou com sangue.
- Diarreia crônica.
- Suspeita de gastrite ou úlcera.
- Suspeita de tumor gastrointestinal.
- Ingestão de brinquedos, ossos ou outros objetos.
- Alterações identificadas em exames de imagem.
- Necessidade de biópsias do sistema digestivo.
Quais regiões podem ser examinadas?
Esôfago
O esôfago conduz o alimento da boca até o estômago. A Endoscopia pode identificar inflamações, estreitamentos, lesões, corpos estranhos, massas e alterações provocadas pelo refluxo.
Animais com doença esofágica podem apresentar regurgitação, salivação, dor ao engolir, engasgos e perda de peso. Regurgitação é diferente de vômito e essa distinção ajuda a direcionar a investigação.
Estômago
A gastroscopia permite observar o interior do estômago e identificar inflamações, erosões, úlceras, sangramentos, pólipos, massas e objetos ingeridos.
Durante a avaliação, pequenas amostras podem ser retiradas de diferentes regiões da mucosa. Isso é importante porque algumas doenças provocam alterações microscópicas mesmo quando a superfície parece relativamente normal.
Duodeno
O duodeno é a primeira parte do intestino delgado. O acesso endoscópico possibilita avaliar sua mucosa e coletar amostras para investigação de enteropatias crônicas, inflamações e determinadas doenças infiltrativas.
A endoscopia não percorre todo o intestino delgado. Quando a suspeita está em uma região que o equipamento não alcança, outros exames ou uma abordagem cirúrgica podem ser necessários.
Intestino grosso
A colonoscopia examina o reto, o cólon e, em alguns casos, a porção final do intestino delgado. Pode ser indicada para pacientes com sangue nas fezes, esforço para evacuar, muco, diarreia de intestino grosso ou suspeita de massa.
Para que a parede intestinal seja visualizada, é necessário retirar as fezes da região. Por isso, a preparação para colonoscopia costuma ser mais extensa do que para a avaliação do estômago.
Doenças que podem ser investigadas
Esofagite
A esofagite é uma inflamação do esôfago que pode estar relacionada a refluxo, vômitos, medicamentos, corpos estranhos ou lesões químicas. O exame ajuda a identificar a extensão da inflamação e possíveis complicações.
Estenose esofágica
A cicatrização de uma lesão no esôfago pode provocar um estreitamento que dificulta a passagem dos alimentos. O animal pode regurgitar logo após comer e perder peso mesmo mantendo interesse pela comida.
A visualização endoscópica ajuda a confirmar a localização e o grau do estreitamento. Alguns casos podem ser tratados por dilatação, enquanto outros exigem abordagens diferentes.
Gastrite
A gastrite provoca inflamação da mucosa do estômago. Vômitos, náusea, falta de apetite e dor abdominal podem ocorrer, mas esses sinais também aparecem em muitas outras doenças.
A Endoscopia permite observar a mucosa e coletar biópsias. O exame histopatológico ajuda a caracterizar o processo inflamatório e investigar alterações que não podem ser diferenciadas apenas pelas imagens.
Úlceras gastrointestinais
Úlceras podem causar vômito com sangue, fezes escuras, anemia, dor abdominal e fraqueza. Alguns animais apresentam sintomas pouco específicos.
A visualização direta permite localizar as lesões e analisar sua extensão. Dependendo do aspecto e do risco de perfuração, o veterinário decide se é seguro coletar amostras.
Enteropatias crônicas
Cães e gatos com vômito, diarreia, perda de peso e alterações persistentes podem apresentar doenças inflamatórias do intestino. O diagnóstico exige excluir parasitas, problemas alimentares, doenças metabólicas, infecções e outras causas.
Em casos selecionados, as biópsias obtidas durante a Endoscopia ajudam a avaliar a mucosa intestinal. O resultado deve ser interpretado junto ao histórico, aos exames laboratoriais e à resposta aos tratamentos anteriores.
Tumores gastrointestinais
Massas no esôfago, estômago ou intestino podem provocar obstrução, sangramento, vômitos, dificuldade para engolir e perda de peso. O exame pode mostrar a localização e permitir a coleta de tecido.
Alguns tumores crescem em camadas profundas e não liberam células suficientes na mucosa. Nesses casos, as biópsias endoscópicas podem ser inconclusivas e uma amostra cirúrgica de espessura completa pode ser necessária.
Retirada de corpo estranho por endoscopia
Cães e gatos podem ingerir brinquedos, tecidos, ossos, anzóis, agulhas, pedras, plásticos e outros objetos. Quando o material permanece no esôfago ou no estômago, a retirada rápida pode evitar perfuração, necrose, obstrução ou aspiração.
Em determinadas situações, o objeto pode ser removido com pinças ou alças introduzidas pelo canal do endoscópio. Isso pode evitar uma incisão abdominal e reduzir o trauma do tratamento.
A possibilidade de retirada depende de vários fatores:
- Localização do objeto.
- Tamanho e formato.
- Presença de pontas ou bordas cortantes.
- Tempo desde a ingestão.
- Danos provocados na parede do órgão.
- Condição clínica do paciente.
- Capacidade de segurar e retirar o material com segurança.
Quando o objeto já passou para uma região inacessível, causou perfuração ou não pode ser removido sem risco, a cirurgia pode ser necessária.
Como é feita a preparação?
A preparação depende do tipo de Endoscopia, da idade do animal, das doenças preexistentes e da urgência. O tutor recebe orientações específicas sobre alimentação, água e medicamentos.
Na avaliação do esôfago e do estômago, é necessário que o sistema digestivo esteja vazio para melhorar a visualização e reduzir o risco de conteúdo atingir as vias respiratórias durante a anestesia.
Na colonoscopia, o intestino grosso precisa estar livre de fezes. A preparação pode incluir mudanças temporárias na alimentação, jejum, medicamentos e lavagem intestinal, sempre conforme orientação profissional.
O tutor não deve prolongar o jejum nem administrar laxantes por conta própria. Filhotes, pacientes diabéticos e animais debilitados precisam de protocolos individualizados.
Quais exames são realizados antes?
Como o procedimento requer anestesia geral, o veterinário avalia o estado clínico e o risco anestésico. Entre os exames que podem ser solicitados estão:
- Hemograma.
- Função renal e hepática.
- Glicemia e eletrólitos.
- Exames de coagulação.
- Radiografia do tórax ou abdômen.
- Ultrassonografia abdominal.
- Avaliação cardiológica.
- Testes específicos para doenças gastrointestinais.
Radiografias e ultrassonografia podem ser realizadas antes da Endoscopia para identificar obstruções, perfurações, massas, dilatação de órgãos ou objetos que não poderiam ser removidos pelo procedimento.
Conheça os exames disponíveis na TotalVet.
Por que é necessária anestesia geral?
O equipamento precisa passar pela boca, faringe ou reto sem movimentos bruscos. A anestesia permite posicionar o paciente, proteger as vias respiratórias, reduzir desconfortos e realizar a avaliação com precisão.
Durante o exame, o organismo é monitorado e o protocolo anestésico pode ser ajustado conforme as condições do paciente. A equipe também acompanha a recuperação após a retirada do equipamento.
Como são realizadas as biópsias?
Uma pequena pinça é introduzida pelo canal do endoscópio para retirar fragmentos superficiais da mucosa. Geralmente são coletadas várias amostras, pois as alterações podem estar distribuídas de maneira irregular.
O tecido é encaminhado para análise histopatológica. O patologista avalia inflamações, alterações estruturais, presença de agentes e características compatíveis com doenças infiltrativas ou tumores.
As amostras endoscópicas avaliam principalmente as camadas superficiais. Quando é necessário examinar toda a espessura da parede do órgão, pode ser indicada uma biópsia cirúrgica.
Entenda também como funciona a biópsia veterinária.
Quais são as vantagens da endoscopia?
- Visualização direta da mucosa.
- Possibilidade de registrar imagens das alterações.
- Coleta direcionada de biópsias.
- Retirada de determinados corpos estranhos.
- Ausência de grandes incisões.
- Recuperação geralmente mais rápida do que em uma cirurgia aberta.
- Possibilidade de avaliar regiões específicas do sistema digestivo.
Apesar dessas vantagens, a Endoscopia não substitui todos os exames e não é capaz de tratar qualquer alteração gastrointestinal.
Limitações do procedimento
O equipamento não alcança todas as partes do intestino delgado e mostra principalmente a superfície interna dos órgãos. Alterações localizadas do lado externo, em camadas profundas ou em órgãos próximos podem não ser visualizadas.
Além disso:
- Nem todo corpo estranho pode ser retirado.
- Obstruções completas podem exigir cirurgia.
- Perfurações precisam de tratamento imediato.
- Algumas massas não fornecem biópsias conclusivas.
- Um aspecto normal não exclui alterações microscópicas.
- O exame não substitui ultrassonografia, radiografia ou tomografia quando esses métodos são necessários.
Existem riscos?
A Endoscopia é um procedimento minimamente invasivo, mas envolve anestesia e manipulação de estruturas delicadas. Os riscos podem incluir alterações anestésicas, sangramento, irritação, aspiração de conteúdo, lesão da mucosa e perfuração.
A ocorrência de complicações depende da doença, do estado clínico, do tipo de objeto presente e das condições dos tecidos. Uma parede já ulcerada ou fragilizada pode apresentar risco maior durante a manipulação.
Como é a recuperação?
Após o procedimento, o animal permanece em observação até se recuperar da anestesia. Pode haver sonolência, leve náusea, desconforto na garganta ou pequena quantidade de sangue nas fezes, dependendo da região examinada e das amostras coletadas.
A alimentação é retomada conforme orientação. Pacientes que passaram pela retirada de corpo estranho ou apresentam lesões importantes podem precisar de internação, medicamentos e dieta específica.
Quando procurar atendimento rapidamente?
Alguns sinais podem indicar obstrução, sangramento ou outro problema que exige avaliação imediata:
- Tentativas repetidas de vomitar.
- Regurgitação constante.
- Dificuldade para respirar.
- Incapacidade de engolir água.
- Vômito com sangue.
- Fezes negras ou com grande quantidade de sangue.
- Dor abdominal intensa.
- Abdômen aumentado ou rígido.
- Fraqueza intensa ou desmaio.
- Suspeita de ingestão de objeto pontiagudo.
- Ingestão de linha, agulha, anzol ou material tóxico.
Não tente provocar vômito sem orientação. Dependendo do objeto, o retorno pelo esôfago pode provocar perfuração ou outras lesões.
Endoscopia veterinária na TotalVet
A TotalVet realiza Endoscopia para investigação de doenças gastrointestinais, coleta de tecidos e retirada de corpos estranhos quando o caso permite. A estrutura da clínica também reúne exames laboratoriais, diagnóstico por imagem, cirurgia e outras especialidades que podem complementar a investigação.
O procedimento é indicado após avaliação individual. O veterinário explica o preparo, a anestesia, os objetivos, as limitações e os possíveis próximos passos após o resultado.
Agende uma avaliação
Problemas gastrointestinais persistentes não devem ser tratados apenas com mudanças repetidas de alimentação ou medicamentos sem diagnóstico. A Endoscopia pode ajudar a identificar alterações que não são visíveis em uma consulta comum.
Entre em contato com a TotalVet e agende uma avaliação para saber se o procedimento é indicado para seu cão ou gato.



