Função renal veterinária
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julho 11, 2026
Avaliação da saúde do fígado de cães e gatos
O fígado participa de processos fundamentais para o funcionamento do organismo, como metabolização de nutrientes, produção de proteínas, armazenamento de energia, processamento de medicamentos e eliminação de substâncias potencialmente tóxicas. A avaliação da função hepática ajuda o médico-veterinário a investigar se esse órgão apresenta alterações e se consegue desempenhar adequadamente suas atividades.
Em cães e gatos, as doenças hepáticas podem surgir por diferentes motivos, incluindo infecções, inflamações, intoxicações, alterações congênitas, problemas na vesícula biliar, doenças hormonais e tumores. Algumas condições produzem sinais evidentes, enquanto outras evoluem silenciosamente e são identificadas apenas em exames de rotina.
A análise da função hepática não se baseia em um único resultado. O veterinário relaciona os valores encontrados no sangue ao histórico do animal, aos sintomas, ao exame físico e, quando necessário, à ultrassonografia, à citologia ou à biópsia.
Na TotalVet, a investigação pode ser realizada como parte de um check-up, de uma avaliação pré-operatória ou da pesquisa de sintomas relacionados ao fígado. Entre em contato com a TotalVet para agendar o atendimento do seu pet.
Qual é a função do fígado?
O fígado é um órgão complexo e com grande capacidade de adaptação. Ele recebe nutrientes absorvidos pelo sistema digestivo, transforma essas substâncias e as distribui conforme as necessidades do organismo.
Entre suas principais atividades estão:
- Produção de proteínas importantes para o sangue.
- Participação no controle da glicose.
- Produção e processamento da bile.
- Metabolização de gorduras e proteínas.
- Armazenamento de vitaminas e minerais.
- Processamento de medicamentos.
- Transformação e eliminação de substâncias tóxicas.
- Participação nos mecanismos de coagulação.
- Contribuição para a resposta imunológica.
Por participar de tantas atividades, uma alteração hepática pode produzir sintomas em diferentes partes do organismo. O animal pode apresentar problemas digestivos, neurológicos, metabólicos ou relacionados à coagulação.
Quando avaliar a função hepática?
A avaliação pode ser solicitada quando o animal apresenta sintomas, durante exames preventivos ou antes de iniciar determinados tratamentos. Também é comum que a função hepática seja analisada antes de cirurgias, pois o fígado participa do metabolismo de vários medicamentos utilizados durante a anestesia.
Principais situações em que o exame pode ser indicado
- Vômitos ou diarreia recorrentes.
- Perda de apetite.
- Emagrecimento sem causa definida.
- Abdômen aumentado.
- Mucosas ou pele amareladas.
- Urina muito escura.
- Fezes mais claras do que o habitual.
- Fraqueza e redução da disposição.
- Alterações neurológicas.
- Uso prolongado de medicamentos.
- Suspeita de intoxicação.
- Alterações encontradas em ultrassonografia.
- Avaliação pré-operatória.
- Acompanhamento de uma doença já diagnosticada.
Esses sinais não são exclusivos das doenças do fígado. Alterações renais, pancreáticas, intestinais, hormonais e infecciosas podem causar sintomas semelhantes. Por isso, o diagnóstico depende da interpretação conjunta dos exames.
Quais exames fazem parte da avaliação hepática?
O termo função hepática pode englobar diferentes análises bioquímicas. Algumas medem enzimas que aumentam quando existe lesão ou estímulo sobre o fígado e as vias biliares. Outras ajudam a avaliar se o órgão está conseguindo produzir, transformar ou eliminar determinadas substâncias.
ALT
A alanina aminotransferase, conhecida como ALT, é uma enzima utilizada principalmente para investigar lesão das células do fígado. Quando essas células são danificadas, a enzima pode ser liberada no sangue.
Um valor elevado de ALT indica que pode existir lesão hepatocelular, mas não mostra sozinho a causa, a gravidade ou a capacidade funcional do órgão. Também não permite determinar se a alteração é reversível.
AST
A aspartato aminotransferase, ou AST, pode aumentar em doenças hepáticas, mas também está presente em músculos e outros tecidos. Por isso, uma elevação pode precisar ser comparada com outros parâmetros, como ALT e creatinoquinase.
Fosfatase alcalina
A fosfatase alcalina pode apresentar aumento quando existe alteração no fluxo da bile, uso de determinados medicamentos, doenças hormonais ou estímulo sobre o tecido hepático.
Filhotes em crescimento também podem apresentar valores mais altos devido à atividade dos ossos. Dessa forma, idade, espécie, medicamentos e condições clínicas precisam ser considerados na interpretação.
GGT
A gama-glutamil transferase, ou GGT, é outra enzima relacionada principalmente ao sistema hepatobiliar. Pode aumentar em alterações das vias biliares, da vesícula e do fígado.
A GGT não deve ser interpretada isoladamente. A comparação com outras enzimas e com exames de imagem ajuda a compreender melhor a origem da alteração.
Bilirrubina
A bilirrubina é formada durante a renovação das células vermelhas do sangue e processada pelo fígado antes de ser eliminada pela bile. Seu aumento pode ocorrer em doenças hepáticas, obstruções das vias biliares ou destruição intensa de hemácias.
Quando está muito elevada, pode provocar coloração amarelada na pele, nos olhos e nas mucosas, condição conhecida como icterícia.
Albumina
A albumina é uma proteína produzida pelo fígado. Valores reduzidos podem ocorrer em doenças hepáticas avançadas, mas também podem estar relacionados a perdas pelos rins ou intestinos, inflamações e outras condições.
Como o organismo pode manter a produção de albumina durante parte da evolução da doença, um resultado normal não exclui uma alteração hepática inicial.
Ácidos biliares
Os ácidos biliares são produzidos pelo fígado, armazenados na vesícula e liberados no intestino durante a digestão. Depois, são reabsorvidos e processados novamente pelo órgão.
A dosagem pode ajudar a avaliar a capacidade funcional do fígado e a circulação sanguínea hepática. Dependendo do objetivo, o veterinário pode solicitar amostras antes e depois da alimentação, seguindo um protocolo específico.
Amônia
A amônia é formada durante o metabolismo das proteínas e normalmente é transformada pelo fígado em substâncias menos tóxicas. Quando o órgão não consegue processá-la adequadamente ou existe um desvio na circulação sanguínea, seus níveis podem aumentar.
Essa alteração pode afetar o sistema nervoso e provocar desorientação, andar sem direção, pressão da cabeça contra superfícies, convulsões e mudanças de comportamento.
Glicose, colesterol e ureia
O fígado participa da manutenção da glicose e da produção de colesterol e ureia. Alterações nesses parâmetros podem ajudar na investigação, mas também ocorrem em diversas outras doenças.
Por isso, nenhum desses resultados deve ser usado sozinho para afirmar que existe insuficiência hepática.
Enzimas hepáticas elevadas significam que o fígado parou de funcionar?
Não. Esse é um ponto importante na interpretação da função hepática. Enzimas como ALT, AST, fosfatase alcalina e GGT indicam principalmente lesão celular ou estímulo sobre o sistema hepatobiliar.
Um animal pode apresentar enzimas elevadas e ainda manter boa parte da capacidade funcional do fígado. Da mesma maneira, determinadas doenças crônicas podem causar redução funcional sem aumentos muito intensos das enzimas.
A intensidade da elevação também não determina sozinha a gravidade. Resultados muito alterados podem ocorrer em condições reversíveis, enquanto doenças importantes podem produzir alterações discretas.
Doenças que podem alterar a função hepática
Hepatite
A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser aguda ou crônica. Suas causas incluem infecções, alterações imunológicas, acúmulo de substâncias, medicamentos, toxinas e outros processos.
O diagnóstico pode exigir exames de sangue, ultrassonografia e análise de tecido, pois diferentes tipos de hepatite podem produzir resultados semelhantes nos testes iniciais.
Lipidose hepática felina
A lipidose hepática ocorre principalmente em gatos que deixam de se alimentar e passam a mobilizar grande quantidade de gordura corporal. O fígado acumula essa gordura e pode perder parte de sua capacidade de funcionamento.
Gatos com sobrepeso apresentam risco maior, mas a condição também pode afetar outros pacientes. A falta de alimentação por período prolongado deve ser avaliada rapidamente.
Colangite e doenças da vesícula biliar
Inflamações dos canais biliares, alterações na vesícula, cálculos, lama biliar e obstruções podem dificultar a passagem da bile e causar aumento de determinadas enzimas e da bilirrubina.
A ultrassonografia é importante para avaliar a vesícula, os ductos biliares e a estrutura do fígado.
Desvio portossistêmico
O desvio portossistêmico é uma alteração vascular em que parte do sangue proveniente do sistema digestivo não passa adequadamente pelo fígado. Pode ser congênito ou adquirido.
Filhotes afetados podem apresentar crescimento reduzido, alterações neurológicas após as refeições, vômitos, diarreia e problemas urinários. Ácidos biliares e amônia podem ajudar na investigação.
Intoxicações
Medicamentos, plantas, alimentos impróprios e produtos químicos podem causar lesão hepática. O risco depende da substância, da dose, do tempo de exposição e das características do animal.
Não ofereça medicamentos humanos ou suplementos ao pet sem orientação veterinária. Mesmo substâncias consideradas comuns podem provocar intoxicação grave.
Tumores hepáticos
O fígado pode desenvolver tumores primários ou receber células provenientes de neoplasias localizadas em outras partes do organismo. Algumas formações alteram as enzimas hepáticas, enquanto outras são descobertas durante exames de imagem.
A diferenciação pode exigir citologia, biópsia, tomografia ou avaliação cirúrgica.
Como é feita a coleta?
A avaliação da função hepática geralmente começa com uma amostra de sangue. O veterinário informa se existe necessidade de jejum, pois a alimentação pode interferir em determinados testes.
O tempo de jejum não deve ser definido por conta própria. Filhotes, animais diabéticos, pacientes debilitados e pets que utilizam medicamentos podem precisar de orientações específicas.
Depois da coleta, o material é processado e os valores são comparados com os intervalos de referência do laboratório. Esses intervalos podem variar conforme o equipamento, a metodologia, a espécie e a idade do animal.
O exame precisa ser complementado?
Sim, dependendo dos resultados. A bioquímica sanguínea mostra alterações importantes, mas não permite visualizar o formato, o tamanho ou a estrutura interna do fígado.
O veterinário pode solicitar:
- Hemograma.
- Ultrassonografia abdominal.
- Radiografias.
- Exames de coagulação.
- Urina tipo 1.
- Dosagem de ácidos biliares.
- Dosagem de amônia.
- Testes para doenças infecciosas.
- Citologia.
- Biópsia hepática.
A biópsia veterinária pode ser indicada quando é necessário avaliar a arquitetura do tecido e diferenciar doenças que provocam alterações semelhantes nos exames de sangue.
Como funciona o acompanhamento?
Quando existe uma alteração, o veterinário pode solicitar novas análises para verificar a evolução. A frequência depende do diagnóstico, dos medicamentos utilizados e da resposta clínica.
Os resultados devem ser comparados ao longo do tempo, preferencialmente considerando o mesmo laboratório e as condições de coleta. Uma variação isolada não deve levar à suspensão ou alteração de medicamentos sem orientação.
Função hepática na avaliação pré-operatória
A análise da função hepática pode fazer parte dos exames realizados antes de procedimentos anestésicos. Como o fígado metaboliza vários medicamentos e participa da coagulação, alterações importantes podem exigir ajustes no protocolo ou investigação adicional.
Os exames reduzem incertezas, mas não eliminam completamente os riscos. A segurança depende da avaliação clínica, do tipo de procedimento, da anestesia e do monitoramento do paciente.
Avaliação da função hepática na TotalVet
A TotalVet realiza exames laboratoriais para avaliar o fígado de cães e gatos. Quando necessário, a investigação pode ser complementada por ultrassonografia, exames de coagulação, citologia, biópsia e outras análises.
Conheça também os exames e especialidades disponíveis na TotalVet.
Agende o exame do seu pet
Doenças hepáticas podem evoluir sem sintomas claros. Exames preventivos e a investigação de alterações persistentes ajudam a identificar problemas e definir o tratamento mais adequado.
Se o seu cão ou gato apresenta falta de apetite, vômitos, emagrecimento, icterícia ou alterações em exames anteriores, procure atendimento. Agende uma avaliação da função hepática na TotalVet.



