Função hepática veterinária
julho 11, 2026Hemograma veterinário
julho 11, 2026
Exame para medir a glicose de cães e gatos
A glicemia mede a concentração de glicose presente no sangue. Esse açúcar é uma das principais fontes de energia do organismo e precisa permanecer dentro de uma faixa adequada para que cérebro, músculos e outros tecidos funcionem corretamente.
Valores elevados podem estar relacionados ao diabetes mellitus, ao estresse, ao uso de medicamentos e a outras doenças. Valores baixos podem ocorrer por jejum prolongado, excesso de insulina, doenças hepáticas, infecções graves, tumores e alterações metabólicas.
O resultado da glicemia não deve ser interpretado isoladamente. O horário da alimentação, o nível de estresse, os medicamentos utilizados, a forma de coleta e o tempo até o processamento da amostra podem interferir no valor encontrado.
Na TotalVet, o exame pode ser realizado como parte de um check-up, de uma investigação clínica, da avaliação pré-operatória ou do acompanhamento de animais diabéticos. Entre em contato para agendar o atendimento do seu pet.
O que é glicose?
A glicose é um carboidrato utilizado pelas células para produzir energia. Ela é obtida principalmente pela alimentação, mas também pode ser produzida e armazenada pelo organismo.
Depois da refeição, os nutrientes são absorvidos e a quantidade de glicose no sangue aumenta. O pâncreas libera insulina, hormônio que facilita a entrada da glicose nas células e contribui para a redução dos níveis sanguíneos.
Quando há falta de insulina ou resistência à sua ação, a glicose permanece no sangue. Quando existe insulina em excesso ou produção insuficiente de glicose, os níveis podem cair perigosamente.
Quando o exame de glicemia pode ser solicitado?
A glicemia pode ser medida durante exames preventivos ou diante de sintomas que sugerem alterações no metabolismo. O exame também faz parte do monitoramento de cães e gatos que recebem insulina.
Principais indicações
- Aumento da sede.
- Aumento do volume urinário.
- Perda de peso.
- Aumento ou redução do apetite.
- Fraqueza.
- Tremores.
- Desmaios ou convulsões.
- Alterações de consciência.
- Infecções recorrentes.
- Catarata em cães.
- Dificuldade para caminhar em gatos.
- Suspeita de doença pancreática.
- Avaliação antes de cirurgias.
- Acompanhamento do diabetes.
Esses sinais podem ocorrer em outras doenças. Por isso, o veterinário normalmente combina a medição da glicose com hemograma, bioquímica, exame de urina e outros testes.
O que significa glicemia alta?
A elevação da glicemia é chamada de hiperglicemia. Ela pode ser temporária ou persistente, dependendo da causa.
Uma elevação isolada não confirma diabetes. O veterinário avalia a intensidade da alteração, os sintomas, a presença de glicose na urina e os resultados de medições adicionais.
Diabetes mellitus
O diabetes mellitus ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não responde adequadamente ao hormônio. Como consequência, a glicose permanece elevada no sangue e pode ser eliminada pela urina.
Os sinais mais comuns incluem:
- Sede excessiva.
- Aumento da urina.
- Perda de peso.
- Aumento do apetite.
- Fraqueza.
- Desidratação.
- Infecções urinárias recorrentes.
Em cães, a catarata pode se desenvolver rapidamente. Nos gatos, pode ocorrer fraqueza nos membros traseiros e apoio dos calcanhares no chão, alteração conhecida como postura plantígrada.
Hiperglicemia causada pelo estresse
Gatos podem apresentar aumento temporário da glicose durante o transporte, a contenção ou a permanência na clínica. Esse fenômeno é conhecido como hiperglicemia de estresse.
Por isso, uma única glicemia elevada em um gato sem sintomas pode não ser suficiente para diagnosticar diabetes. O veterinário pode recomendar novas medições, exame de urina e dosagem de frutosamina.
Medicamentos
Corticoides, hormônios e outros medicamentos podem interferir no controle da glicose. O veterinário precisa saber tudo o que o animal utiliza, incluindo suplementos e produtos administrados sem receita.
Não suspenda medicamentos por conta própria antes da coleta. A interrupção repentina pode causar complicações e prejudicar a investigação.
Doenças hormonais
Alterações como hiperadrenocorticismo e excesso do hormônio do crescimento podem causar resistência à insulina e contribuir para a hiperglicemia.
Nesses casos, controlar a doença de base é importante para estabilizar a glicose e ajustar o tratamento do diabetes.
Pancreatite
O pâncreas produz insulina e também participa da digestão. Inflamações nesse órgão podem afetar o controle da glicose e ocorrer junto ao diabetes, principalmente em gatos.
Vômitos, dor abdominal, falta de apetite e prostração podem estar presentes, mas os sinais felinos frequentemente são discretos.
O que significa glicemia baixa?
A redução da glicose é chamada de hipoglicemia. Como o cérebro depende desse combustível, quedas intensas podem provocar sinais neurológicos e representar uma emergência.
Sinais de hipoglicemia
- Fraqueza repentina.
- Sonolência intensa.
- Tremores.
- Falta de coordenação.
- Desorientação.
- Inquietação.
- Alterações de comportamento.
- Convulsões.
- Desmaio ou coma.
Animais diabéticos que recebem insulina apresentam risco de hipoglicemia quando a dose é excessiva, a alimentação é insuficiente, ocorre vômito ou há mudança importante na rotina de exercícios.
Quando um animal em tratamento apresenta esses sinais, é necessário buscar orientação veterinária imediatamente. A dose seguinte de insulina não deve ser administrada ou alterada sem contato com o profissional responsável.
Causas de hipoglicemia em cães e gatos
Excesso de insulina
Uma dose de insulina maior do que a necessária pode reduzir a glicose a níveis perigosos. Erros de seringa, aplicação duplicada e mudanças na alimentação estão entre as situações que podem contribuir.
O tutor precisa utilizar exatamente o tipo de seringa indicado para a concentração da insulina. Seringas incompatíveis podem levar à aplicação de uma dose incorreta.
Jejum e baixa ingestão de alimentos
Filhotes muito jovens, animais de pequeno porte e pacientes debilitados possuem menor reserva energética e podem apresentar hipoglicemia quando ficam longos períodos sem se alimentar.
O tempo de jejum para exames deve ser definido pela equipe veterinária. Não prolongue o período por conta própria.
Doenças do fígado
O fígado armazena e produz glicose. Alterações hepáticas graves podem comprometer esse processo e provocar redução da glicemia.
Infecções graves
Infecções sistêmicas podem aumentar intensamente o consumo de energia e alterar a produção de glicose. Esses pacientes geralmente apresentam outros sinais, como febre ou redução de temperatura, fraqueza e alterações circulatórias.
Insulinoma
O insulinoma é um tumor das células pancreáticas produtoras de insulina. A liberação excessiva do hormônio pode causar episódios recorrentes de fraqueza, tremores, desmaios e convulsões.
O diagnóstico exige avaliação da glicose, da insulina e de exames de imagem. Uma medição normal isolada não exclui o problema quando os episódios são intermitentes.
Como é feito o exame?
A glicemia pode ser medida em uma amostra de sangue venoso analisada em laboratório ou com equipamentos portáteis. O método escolhido depende do objetivo e da condição clínica.
Para exames de rotina, pode haver recomendação de jejum. Entretanto, filhotes, animais diabéticos e pacientes debilitados precisam de instruções individualizadas.
A amostra deve ser processada corretamente, pois as células sanguíneas continuam consumindo glicose depois da coleta. Uma demora inadequada pode produzir um resultado artificialmente baixo.
Qual é o valor normal da glicemia?
Não existe um único número aplicável a todos os animais e laboratórios. Os intervalos de referência variam conforme espécie, equipamento, metodologia, idade e condições da coleta.
O resultado deve ser comparado com os valores informados no próprio laudo. Além disso, o veterinário considera se o animal estava em jejum, se havia estresse e se foram utilizados medicamentos.
Interpretar apenas um número encontrado na internet pode levar a conclusões erradas e atrasar o diagnóstico.
Qual é a relação entre glicose no sangue e na urina?
Quando a quantidade de glicose no sangue ultrapassa a capacidade de reabsorção dos rins, parte dela passa para a urina. Essa presença é chamada de glicosúria.
A glicose urinária contribui para a perda de água, aumentando o volume de urina e a sede. Também pode favorecer infecções no trato urinário.
A ausência de glicose na urina não exclui todas as alterações. Da mesma forma, sua presença pode exigir investigação de outras condições, principalmente quando a glicemia não está elevada no momento da coleta.
O que é frutosamina?
A frutosamina é formada pela ligação da glicose a proteínas do sangue. Sua dosagem fornece uma estimativa da média glicêmica das últimas semanas.
O exame pode ser útil quando existe suspeita de hiperglicemia de estresse, especialmente em gatos, ou durante o acompanhamento do diabetes.
A frutosamina também apresenta limitações. Alterações nas proteínas sanguíneas, na tireoide e em outras condições podem influenciar o resultado. Por isso, não substitui completamente as medições de glicose e a avaliação clínica.
Como é feito o diagnóstico de diabetes?
O diagnóstico normalmente considera:
- Sintomas compatíveis.
- Hiperglicemia persistente.
- Presença de glicose na urina.
- Resultados de frutosamina, quando necessários.
- Exclusão de doenças que podem elevar a glicose.
Uma única medição elevada, principalmente em gatos estressados, pode precisar ser confirmada antes do início de um tratamento permanente.
Curva glicêmica
A curva glicêmica acompanha os níveis de glicose em diferentes horários depois da aplicação de insulina e da alimentação. O objetivo é observar quando o medicamento começa a agir, em qual momento ocorre o menor valor e por quanto tempo seu efeito permanece.
A curva ajuda a ajustar o tratamento, mas precisa ser relacionada aos sintomas, ao peso, ao consumo de água e à rotina do animal. O estresse da clínica pode interferir nas medições, especialmente em gatos.
Em alguns casos, o veterinário pode considerar medições domiciliares ou sensores de monitoramento. Esses recursos precisam ser utilizados com treinamento e orientação profissional.
Como preparar o pet para o exame?
Siga exatamente as instruções fornecidas pela clínica. Dependendo do objetivo, o animal pode precisar comparecer em jejum ou manter sua rotina normal de alimentação e medicamentos.
Para animais diabéticos, a orientação sobre alimentação e insulina deve ser confirmada antes da coleta. Não aplique uma dose diferente, não dobre uma aplicação esquecida e não prolongue o jejum sem autorização.
Leve informações como:
- Horário da última refeição.
- Tipo e quantidade de alimento.
- Horário e dose da insulina.
- Medicamentos utilizados.
- Ocorrência de vômitos ou diarreia.
- Alterações no consumo de água.
- Episódios de fraqueza ou tremores.
Glicemia na avaliação pré-operatória
A glicemia pode fazer parte dos exames realizados antes de anestesias e cirurgias. Valores muito baixos ou elevados podem aumentar os riscos e exigir estabilização ou mudanças no planejamento.
Pacientes diabéticos precisam de protocolo individualizado para jejum, alimentação, insulina e monitoramento durante o procedimento.
Monitoramento do animal diabético
O acompanhamento não deve considerar somente o número da glicose. O veterinário avalia peso, apetite, sede, volume urinário, atividade, presença de infecções e episódios de hipoglicemia.
O tratamento pode incluir:
- Aplicações de insulina.
- Alimentação adequada.
- Horários regulares.
- Controle do peso.
- Curvas glicêmicas.
- Exames de urina.
- Dosagem de frutosamina.
- Tratamento de doenças associadas.
A dose de insulina não deve ser ajustada com base em apenas uma medição feita em casa. Mudanças inadequadas podem provocar hipoglicemia grave.
Exame de glicemia na TotalVet
A TotalVet realiza a medição de glicemia em cães e gatos. A avaliação pode ser complementada por exames de urina, função renal, função hepática, hemograma e outras análises necessárias para investigar a causa da alteração.
Conheça os exames e especialidades disponíveis na TotalVet.
Agende o exame do seu pet
Alterações na glicose precisam ser avaliadas com atenção, principalmente quando o animal apresenta aumento da sede, perda de peso, fraqueza, tremores ou convulsões.
Entre em contato com a TotalVet e agende o exame de glicemia do seu cão ou gato.



