Glicemia veterinária
julho 11, 2026Raspado de pele veterinário
julho 11, 2026
Avaliação das células sanguíneas de cães e gatos
O hemograma é um dos exames laboratoriais mais utilizados na medicina veterinária. Ele permite avaliar as células presentes no sangue e fornece informações importantes sobre anemia, infecções, inflamações, alterações imunológicas, doenças da medula óssea e problemas relacionados às plaquetas.
Apesar de ser um exame frequente, o hemograma não apresenta sozinho um diagnóstico definitivo. Seus resultados precisam ser interpretados pelo médico-veterinário junto aos sintomas, ao histórico do paciente, ao exame físico e a outros testes laboratoriais ou de imagem.
O exame pode ser solicitado durante check-ups, antes de cirurgias, no acompanhamento de tratamentos ou quando o animal apresenta sintomas como fraqueza, febre, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos ou infecções recorrentes.
Na TotalVet, o hemograma pode integrar uma avaliação clínica completa de cães e gatos. Entre em contato com a TotalVet para agendar uma consulta ou exame.
O que o hemograma avalia?
O sangue contém diferentes tipos de células, cada uma com funções específicas. O exame organiza sua avaliação em três grupos principais:
- Glóbulos vermelhos ou hemácias.
- Glóbulos brancos ou leucócitos.
- Plaquetas.
Além da quantidade dessas células, o laboratório pode analisar tamanho, formato, concentração de hemoglobina e alterações microscópicas. O conjunto dessas informações ajuda a identificar padrões compatíveis com diferentes doenças.
Avaliação dos glóbulos vermelhos
Os glóbulos vermelhos transportam oxigênio dos pulmões para os tecidos. Entre os principais parâmetros avaliados estão a contagem de hemácias, a concentração de hemoglobina e o hematócrito.
Hematócrito
O hematócrito representa a proporção do sangue ocupada pelas hemácias. Um resultado reduzido pode indicar anemia, enquanto um valor elevado pode estar relacionado à desidratação ou, mais raramente, ao aumento real da produção dessas células.
O resultado precisa ser relacionado à hidratação. Um animal desidratado pode apresentar hematócrito aparentemente elevado porque existe menos líquido circulando no sangue.
Hemoglobina
A hemoglobina é a proteína presente dentro das hemácias responsável pelo transporte de oxigênio. Sua concentração ajuda a avaliar a capacidade do sangue de levar oxigênio aos órgãos e tecidos.
Índices hematimétricos
Os índices hematimétricos mostram características como tamanho médio das hemácias e concentração de hemoglobina dentro delas. Essas informações ajudam o veterinário a classificar a anemia e direcionar a investigação de sua causa.
Reticulócitos
Os reticulócitos são hemácias jovens liberadas pela medula óssea. Sua contagem pode ajudar a determinar se o organismo está respondendo adequadamente à anemia.
Quando existe aumento dessas células, a anemia pode ser classificada como regenerativa. Quando a resposta é baixa ou ausente, pode ser necessário investigar doenças crônicas, alterações renais, problemas na medula óssea e outras condições.
O que é anemia?
A anemia ocorre quando há redução da quantidade de glóbulos vermelhos, da hemoglobina ou do hematócrito. Ela não é uma doença isolada, mas uma consequência de algum problema no organismo.
Principais causas de anemia
- Sangramentos externos ou internos.
- Infestações intensas por pulgas, carrapatos ou outros parasitas.
- Doenças transmitidas por vetores.
- Destruição imunomediada das hemácias.
- Doença renal crônica.
- Deficiências nutricionais.
- Doenças inflamatórias persistentes.
- Problemas na medula óssea.
- Tumores.
- Intoxicações.
Animais anêmicos podem apresentar mucosas pálidas, fraqueza, cansaço, respiração acelerada, perda de apetite e redução da disposição. Em casos graves, podem ocorrer desmaios e dificuldade respiratória.
Avaliação dos glóbulos brancos
Os glóbulos brancos participam da defesa do organismo. O leucograma, parte do hemograma, mostra a quantidade total de leucócitos e a distribuição de seus diferentes tipos.
Neutrófilos
Os neutrófilos atuam principalmente contra bactérias e em processos inflamatórios. Seu aumento pode ocorrer durante infecções, inflamações, estresse ou uso de determinados medicamentos.
Uma redução intensa pode ser observada quando existe consumo rápido dessas células, problemas na medula óssea, algumas infecções virais ou efeitos de medicamentos.
Linfócitos
Os linfócitos participam da resposta imunológica e da produção de anticorpos. Alterações em sua quantidade podem estar relacionadas a estresse, estímulos imunológicos, infecções crônicas e doenças que envolvem o sistema linfático.
Monócitos
Os monócitos ajudam na remoção de células danificadas, microrganismos e materiais presentes em regiões inflamadas. Podem aumentar em processos inflamatórios persistentes, necrose de tecidos e determinadas respostas ao estresse.
Eosinófilos
Os eosinófilos podem aumentar em algumas doenças parasitárias, alérgicas e inflamatórias. Entretanto, um resultado normal não exclui alergia ou presença de parasitas.
Basófilos
Os basófilos aparecem em menor quantidade no sangue. Quando aumentados, podem acompanhar alterações alérgicas, parasitárias e inflamatórias, mas precisam ser interpretados junto aos demais resultados.
Leucócitos elevados significam infecção?
Nem sempre. O aumento dos leucócitos pode ocorrer por infecção, inflamação, estresse, exercício, uso de corticoides e outros estímulos.
Também é possível existir uma infecção importante sem aumento dos glóbulos brancos. Em alguns casos graves, a quantidade pode até diminuir devido ao consumo acelerado ou à redução da produção.
O veterinário avalia não apenas o número total, mas também quais células estão alteradas e se existem mudanças em sua aparência.
Avaliação das plaquetas
As plaquetas participam da formação inicial do coágulo e ajudam a controlar sangramentos. Uma quantidade reduzida é chamada de trombocitopenia.
Causas de plaquetas baixas
- Doenças transmitidas por carrapatos.
- Destruição imunomediada.
- Infecções.
- Consumo aumentado durante sangramentos ou inflamações.
- Problemas na medula óssea.
- Alguns medicamentos.
- Tumores.
Animais com alterações graves podem apresentar pequenos pontos vermelhos na pele, manchas arroxeadas, sangramento nasal, sangue na urina ou nas fezes e sangramento prolongado após procedimentos.
A contagem de plaquetas não representa uma avaliação completa da coagulação. Quando existe suspeita de distúrbio hemorrágico, podem ser necessários testes específicos, como tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativada e outras análises.
A contagem automática pode apresentar erro?
Sim. As plaquetas podem se agrupar dentro da amostra, especialmente em gatos. O equipamento pode interpretar esses agrupamentos de maneira inadequada e apresentar uma contagem artificialmente baixa.
Por isso, a avaliação microscópica do esfregaço sanguíneo é importante quando os números não combinam com o quadro clínico ou quando o equipamento aponta alterações.
O que é o esfregaço sanguíneo?
O esfregaço é uma fina camada de sangue preparada sobre uma lâmina. Depois da coloração, as células são observadas ao microscópio.
Essa análise pode ajudar a identificar:
- Alterações no formato das hemácias.
- Glóbulos brancos imaturos ou anormais.
- Agrupamentos de plaquetas.
- Parasitas presentes no sangue.
- Sinais de regeneração das hemácias.
- Alterações compatíveis com inflamação intensa.
A observação microscópica complementa a contagem automatizada e pode fornecer informações que não aparecem apenas nos números.
Quais doenças podem alterar o hemograma?
Diversas condições podem provocar mudanças nas células sanguíneas. Entre elas estão:
- Erliquiose e outras doenças transmitidas por carrapatos.
- Infecções bacterianas, virais ou parasitárias.
- Doenças autoimunes.
- Inflamações agudas ou crônicas.
- Doença renal.
- Doenças hepáticas.
- Hemorragias.
- Intoxicações.
- Tumores.
- Alterações na medula óssea.
O hemograma pode levantar suspeitas, mas geralmente não determina sozinho qual dessas doenças está presente.
Quando o hemograma pode ser solicitado?
Check-up preventivo
Mesmo sem sintomas, cães e gatos podem apresentar alterações iniciais. O exame preventivo ajuda a criar um histórico e permite comparar resultados ao longo do tempo.
Avaliação pré-operatória
Antes de uma anestesia, o exame pode identificar anemia, inflamação, infecção ou alterações nas plaquetas. Dependendo dos resultados, o procedimento pode exigir investigação adicional ou estabilização do paciente.
Acompanhamento de tratamentos
Alguns medicamentos podem afetar a medula óssea, os glóbulos brancos, as hemácias ou as plaquetas. Nesses casos, exames periódicos ajudam a acompanhar a segurança do tratamento.
Investigação de sintomas
Febre, fraqueza, falta de apetite, perda de peso, mucosas pálidas, sangramentos e infecções recorrentes estão entre os sinais que podem levar à solicitação do exame.
Como é feita a coleta?
Uma pequena quantidade de sangue é retirada de uma veia e colocada em um tubo com anticoagulante apropriado. O material deve ser identificado, armazenado e analisado corretamente.
A coleta costuma ser rápida. Alguns animais podem precisar de contenção cuidadosa ou sedação quando apresentam medo intenso, dor ou comportamento que torne o procedimento inseguro.
É necessário jejum?
O jejum não é obrigatório para a contagem das células sanguíneas, mas pode ser solicitado quando o hemograma será realizado junto a exames bioquímicos.
A alimentação pode deixar o plasma mais lipêmico e interferir em algumas análises. O tempo de jejum deve ser informado pela clínica, principalmente para filhotes, animais diabéticos e pacientes debilitados.
Como interpretar o resultado?
Os valores de referência variam conforme espécie, idade, laboratório, equipamento e metodologia. Por isso, não é recomendado comparar o laudo com tabelas encontradas aleatoriamente na internet.
Um resultado discretamente fora da referência nem sempre representa uma doença. Da mesma forma, valores dentro da faixa não descartam todos os problemas.
O médico-veterinário considera:
- Sintomas apresentados.
- Estado de hidratação.
- Idade e espécie.
- Medicamentos utilizados.
- Resultados anteriores.
- Exames complementares.
- Alterações observadas na lâmina.
Hemograma veterinário na TotalVet
A TotalVet realiza hemograma e outros exames laboratoriais para cães e gatos. Quando necessário, a investigação pode ser complementada por função renal, função hepática, glicemia, exames de urina, ultrassonografia, radiografia, citologia ou biópsia.
Conheça os exames e especialidades disponíveis na TotalVet.
Agende o exame do seu pet
O hemograma fornece informações importantes sobre a saúde e pode ajudar a identificar alterações antes que o quadro se agrave.
Se o seu cão ou gato apresenta fraqueza, febre, sangramento, falta de apetite ou precisa realizar um check-up, agende uma avaliação na TotalVet.



