Cirurgia veterinária
julho 11, 2026Endoscopia veterinária
julho 11, 2026
Análise de células para investigar doenças em cães e gatos
A Citologia é um exame laboratorial que analisa as células presentes em nódulos, secreções, lesões, líquidos corporais e diferentes tecidos. Por meio da avaliação microscópica, o médico-veterinário patologista pode identificar sinais de inflamação, infecção, alterações celulares e características compatíveis com determinados tumores.
Como geralmente exige apenas uma pequena quantidade de material, a coleta costuma ser rápida e pouco invasiva. Em muitos casos, o exame pode ser realizado durante a própria consulta, sem necessidade de cortes ou pontos. Dependendo da localização da alteração e do comportamento do animal, pode ser indicada sedação.
A Citologia ajuda a orientar os próximos passos do diagnóstico. O resultado pode indicar que a alteração é inflamatória, infecciosa, benigna, suspeita ou compatível com uma neoplasia. Entretanto, nem sempre substitui a biópsia, pois a análise citológica observa células isoladas e não mostra toda a organização do tecido.
Na TotalVet, o material é coletado dos pacientes e encaminhado para avaliação em laboratório competente. Para agendar uma consulta ou obter mais informações, acesse a página de contato da TotalVet.
Para que serve a citologia veterinária?
O exame pode ser solicitado sempre que o veterinário precisa compreender quais células estão presentes em uma alteração. É utilizado com frequência na dermatologia, oncologia, clínica médica, reprodução, avaliação de linfonodos e investigação de líquidos acumulados no organismo.
A Citologia não deve ser interpretada isoladamente. O patologista precisa conhecer a localização da amostra, o aspecto da lesão, o histórico do paciente, os medicamentos utilizados e a suspeita clínica. Essas informações ajudam a relacionar o que foi observado no microscópio ao problema apresentado pelo animal.
Principais objetivos do exame
- Diferenciar processos inflamatórios de alterações tumorais.
- Identificar bactérias, fungos, leveduras e outros agentes.
- Avaliar nódulos na pele ou abaixo dela.
- Investigar linfonodos aumentados.
- Analisar secreções de pele, ouvidos e feridas.
- Examinar líquidos presentes no tórax ou no abdômen.
- Avaliar alterações em órgãos internos.
- Acompanhar determinadas doenças durante o tratamento.
- Auxiliar na escolha de exames complementares.
Quando o exame pode ser solicitado?
A presença de um nódulo é uma das razões mais comuns para a realização da Citologia, mas não é a única. O exame também pode ser útil em lesões que não cicatrizam, inflamações recorrentes, aumento de linfonodos, problemas dermatológicos e alterações identificadas em ultrassonografias.
Sinais que podem levar à investigação
- Caroço na pele ou abaixo dela.
- Nódulo que está aumentando de tamanho.
- Lesão avermelhada, ulcerada ou com sangramento.
- Ferida que não cicatriza.
- Secreção recorrente nos ouvidos.
- Coceira, descamação ou queda de pelos.
- Linfonodos aumentados.
- Acúmulo de líquido no abdômen ou no tórax.
- Massa identificada em exame de imagem.
- Secreção vaginal ou alteração reprodutiva.
O formato, a consistência ou o tamanho de uma massa não permitem determinar com segurança se ela é benigna ou maligna. Nódulos pequenos podem apresentar alterações importantes, enquanto massas grandes podem ter natureza benigna. A coleta de material é necessária para obter informações mais confiáveis.
Como o material é coletado?
Existem diferentes técnicas de coleta. A escolha depende da localização, da consistência da lesão e da suspeita clínica.
Punção aspirativa por agulha fina
Na punção aspirativa, uma agulha fina é introduzida na alteração para retirar uma pequena quantidade de células. O material é colocado em lâminas, preparado e encaminhado para análise microscópica.
A técnica é muito utilizada em nódulos cutâneos, massas subcutâneas, linfonodos e determinados órgãos internos. Quando a alteração está dentro do abdômen ou em outra região não palpável, a coleta pode ser guiada por ultrassonografia.
Impressão direta
A impressão pode ser feita encostando uma lâmina sobre uma lesão, ferida ou tecido removido. As células que aderem à superfície são analisadas posteriormente.
Essa técnica pode ser utilizada em lesões ulceradas, secreções e tecidos coletados durante procedimentos cirúrgicos. A presença de contaminação ou sangue pode dificultar a interpretação em alguns casos.
Swab
O swab é semelhante a uma haste flexível usada para coletar secreções e células. Pode ser indicado para avaliação de ouvidos, cavidade vaginal, fístulas e regiões de difícil contato direto com a lâmina.
Raspado ou escovado
O raspado e o escovado coletam células da superfície de pele, mucosas ou outras estruturas. A técnica pode ser empregada em determinadas doenças dermatológicas e alterações localizadas em cavidades.
Análise de líquidos
Líquidos acumulados no tórax, abdômen, articulações ou outras regiões também podem ser analisados. A avaliação ajuda a determinar se o conteúdo é inflamatório, hemorrágico, infeccioso ou possivelmente relacionado a uma neoplasia.
Quais alterações podem ser identificadas?
Inflamações
A Citologia permite observar quais células inflamatórias predominam na amostra. Neutrófilos, eosinófilos, macrófagos e linfócitos podem aparecer em diferentes proporções, fornecendo pistas sobre a causa e o tempo de evolução do processo.
O exame pode indicar inflamação bacteriana, alérgica, parasitária, fúngica, granulomatosa ou relacionada à presença de material estranho. Em alguns casos, são necessários cultura, antibiograma ou outros testes para identificar o agente e selecionar o tratamento.
Infecções bacterianas
Bactérias podem ser visualizadas em secreções, feridas, pele e ouvidos. A presença de microrganismos dentro de células inflamatórias aumenta a suspeita de infecção ativa.
A análise citológica ajuda a decidir se uma cultura bacteriana é necessária, especialmente em infecções recorrentes, profundas ou que não respondem ao tratamento inicial.
Fungos e leveduras
Determinados fungos e leveduras possuem características que podem ser reconhecidas no microscópio. Entretanto, nem todos aparecem facilmente na amostra. Cultura, histopatologia ou testes moleculares podem ser necessários para confirmar o agente.
Alterações tumorais
A avaliação pode identificar populações celulares compatíveis com alguns tumores. Mastocitoma, lipoma, linfoma e determinados tumores epiteliais ou mesenquimais podem apresentar características citológicas sugestivas.
O resultado pode classificar a amostra como não neoplásica, neoplásica, suspeita ou inconclusiva. Mesmo quando há identificação de células tumorais, a biópsia pode ser necessária para determinar o subtipo, o grau, a invasão e outras características relevantes.
Citologia dermatológica
Na dermatologia, a Citologia é utilizada para investigar coceira, vermelhidão, oleosidade, descamação, mau cheiro, pústulas e infecções recorrentes.
A coleta pode ser feita por impressão, fita adesiva, swab ou raspado superficial. O exame ajuda a observar bactérias, leveduras e células inflamatórias, orientando o tratamento e o acompanhamento do paciente.
Embora seja um exame importante, o resultado precisa ser relacionado à causa de base. A infecção pode ser consequência de alergias, doenças hormonais, parasitas, alterações na barreira da pele ou outros problemas.
Citologia de ouvido
Animais com otite podem apresentar bactérias, leveduras, células inflamatórias e grande quantidade de cerúmen. A análise da secreção ajuda a determinar quais alterações estão presentes e auxilia na escolha inicial da medicação.
Otites recorrentes exigem investigação mais ampla. Alergias, corpos estranhos, alterações anatômicas, tumores e uso inadequado de medicamentos podem contribuir para a repetição do problema.
Citologia de nódulos e tumores
Todo nódulo novo ou que apresenta crescimento deve ser avaliado. A punção pode fornecer informações importantes sem exigir a retirada imediata da massa.
O resultado ajuda o veterinário a decidir se o nódulo pode ser acompanhado, se precisa ser removido ou se são necessários exames de imagem e pesquisa de disseminação antes do tratamento.
Não é recomendado apenas observar uma massa por meses esperando que ela desapareça. O diagnóstico precoce pode facilitar o planejamento, especialmente quando a remoção cirúrgica exige margens específicas.
Citologia de órgãos internos
Alterações no fígado, baço, rins, próstata e outros órgãos podem ser identificadas por ultrassonografia. Em casos selecionados, o veterinário pode recomendar uma punção guiada para obter células da região.
Antes da coleta, são avaliados os riscos de sangramento, a localização da lesão e as condições clínicas do paciente. Hemograma, testes de coagulação e exames de imagem podem fazer parte do planejamento.
Citologia vaginal
A citologia vaginal analisa as células presentes na mucosa vaginal. Pode ser utilizada para acompanhar fases do ciclo reprodutivo, auxiliar na identificação do período fértil e investigar determinadas inflamações ou alterações hormonais.
Na avaliação reprodutiva, o resultado pode ser combinado com dosagens hormonais, histórico do ciclo e outros exames. A análise isolada não fornece todas as informações necessárias para determinar o melhor momento de reprodução.
Qual é a diferença entre citologia e biópsia?
A Citologia avalia células individuais ou pequenos agrupamentos. A coleta costuma ser mais simples, rápida e menos invasiva. Por isso, frequentemente é utilizada como primeiro exame de uma massa ou lesão.
A biópsia retira um fragmento de tecido. O exame histopatológico mostra a arquitetura da lesão, a relação entre as células, a invasão de tecidos e outras características que não podem ser avaliadas em uma amostra citológica.
Em termos práticos:
- A citologia ajuda a identificar o tipo de processo presente.
- A biópsia fornece uma análise mais completa da organização do tecido.
- A citologia pode orientar a necessidade e o local da biópsia.
- Um resultado citológico inconclusivo não significa ausência de doença.
- Alguns tumores só podem ser classificados definitivamente pela histopatologia.
Saiba mais sobre o exame de biópsia veterinária.
O resultado pode ser inconclusivo?
Sim. Algumas lesões liberam poucas células, contêm muito sangue ou apresentam áreas diferentes dentro da mesma formação. Nesses casos, a amostra pode não representar adequadamente a alteração.
Um laudo inconclusivo não deve ser interpretado como resultado negativo. O veterinário pode recomendar nova coleta, punção em outro ponto, exames complementares ou biópsia.
É necessário anestesiar o animal?
A maioria das punções superficiais pode ser realizada sem anestesia geral. A agulha utilizada é fina e o desconforto costuma ser breve.
A sedação pode ser indicada quando o animal sente dor, não permite manipulação, apresenta comportamento muito agitado ou quando a amostra precisa ser coletada em uma região profunda. Punções de órgãos internos podem exigir cuidados adicionais.
Existem riscos?
A Citologia é considerada pouco invasiva, mas não é totalmente isenta de riscos. Pode ocorrer pequeno sangramento, formação de hematoma, sensibilidade local ou coleta insuficiente.
Em órgãos internos ou áreas muito vascularizadas, a decisão deve considerar os exames prévios e o benefício diagnóstico. O procedimento precisa ser realizado por profissional capacitado e com técnica adequada.
Citologia veterinária na TotalVet
A TotalVet realiza a coleta de material citológico e encaminha as amostras para análise laboratorial. A clínica também conta com consulta dermatológica, exames de imagem, análises laboratoriais, cirurgia e outras especialidades que podem ser necessárias durante a investigação.
Depois do resultado, o veterinário relaciona o laudo aos sinais clínicos e define se o paciente precisa de tratamento, acompanhamento, nova coleta ou biópsia.
Agende o exame do seu pet
Se seu cão ou gato apresenta um nódulo, uma lesão que não cicatriza, secreção recorrente ou outra alteração, a investigação não deve ser adiada. A Citologia pode fornecer informações importantes de maneira rápida e pouco invasiva.
Agende uma avaliação na TotalVet para saber quais exames são indicados para o caso do seu pet.



