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Encontrar uma ferida na pele do cachorro ou do gato assusta qualquer tutor. Algumas lesões são pequenas, superficiais e cicatrizam sozinhas. Outras são sinais de doenças que precisam de diagnóstico e tratamento específicos, e podem se agravar rapidamente quando ignoradas. Neste conteúdo, a equipe da Total Vet explica as principais causas de feridas na pele dos pets, quais sinais indicam gravidade e quando procurar um veterinário.
Toda ferida na pele é motivo de preocupação?
Nem toda lesão é grave. Um arranhão superficial causado por brincadeira ou por um galho, por exemplo, tende a cicatrizar em poucos dias com limpeza adequada. O sinal de alerta aparece quando a ferida foge desse padrão, e isso vale tanto para cães quanto para gatos, que costumam esconder o desconforto.
Sinais de que a ferida merece atenção
Procure avaliação veterinária se notar qualquer um destes sinais:
- Ferida que não cicatriza em poucos dias ou que aumenta de tamanho.
- Secreção com pus, sangue ou mau cheiro.
- Inchaço, calor, vermelhidão intensa ou dor ao toque.
- Lesões múltiplas ou que surgem em várias partes do corpo.
- Queda de pelo ao redor da lesão.
- Coceira ou lambedura constante da região.
- Feridas em formato de nódulo, úlcera ou crosta espessa.
- Presença de larvas (bicheira) na lesão.
- Febre, apatia, perda de apetite ou isolamento.
- Ferida em gatos que apareceu após brigas ou contato com animais de rua.
Principais causas de feridas na pele de cães e gatos
Coceira e auto trauma
Quando o pet se coça, morde ou lambe a pele de forma insistente, o atrito machuca a região e cria feridas. As causas da coceira costumam ser alergias, pulgas e sarna. Tratar apenas a ferida sem resolver a causa faz o problema voltar.
Piodermite (infecção bacteriana)
Bactérias que vivem normalmente na pele se multiplicam em excesso, provocando pústulas, crostas, vermelhidão e mau cheiro. Geralmente é secundária a alergias, parasitas ou outras doenças.
Dermatite úmida aguda (hot spot)
Muito comum em cães, é uma lesão vermelha, úmida e dolorosa que surge rapidamente, geralmente em regiões com pelagem densa e após a lambedura ou o atrito constante.
Micoses (dermatofitose)
Infecção fúngica que causa lesões circulares com queda de pelo, descamação e crostas. É transmissível para outros animais e, em alguns casos, para humanos.
Esporotricose
Infecção fúngica mais frequente em gatos, que provoca feridas que não cicatrizam, nódulos e úlceras, geralmente na cabeça e nos membros. Pode ser transmitida a pessoas e exige tratamento prolongado e cuidados específicos.
Sarna
Ácaros causam coceira intensa, crostas e feridas, principalmente em orelhas, cotovelos, barriga e pontas de pelo. A sarna sarcóptica é contagiosa.
Dermatite acral por lambedura
Lesão profunda e elevada, geralmente nos membros de cães, causada por lambedura compulsiva. Está associada a fatores como ansiedade, tédio e dor, e tem cicatrização lenta.
Complexo granuloma eosinofílico (gatos)
Reação inflamatória associada a alergias que provoca lesões elevadas e avermelhadas, geralmente em lábios, coxas e abdômen.
Mordidas, arranhões e traumas
Brigas com outros animais, objetos cortantes e queimaduras provocam lesões que podem infectar se não forem tratadas, especialmente em gatos, em que pequenas mordidas formam abscessos.
Tumores e nódulos de pele
Alguns tumores surgem e aparecem como feridas que não cicatrizam. Por isso, qualquer lesão persistente ou nódulo que cresce deve ser avaliado.
Doenças autoimunes e hormonais
Condições como pênfigo, lúpus e alterações endócrinas podem causar crostas, úlceras e queda de pelo, e exigem investigação especializada.
O que fazer em casa até chegar ao veterinário
- Mantenha a região limpa e seca, evitando que o pet lamba ou morda a lesão.
- Se possível, use um colar elizabetano para proteger a área.
- Limpe a superfície com soro fisiológico, sem esfregar.
- Não aplique pomadas, álcool, água oxigenada ou receitas caseiras, pois podem piorar a lesão.
- Não administre medicamentos humanos, que podem ser tóxicos para pets.
- Se o animal for gato com lesões suspeitas de esporotricose, use luvas ao manusear e lave bem as mãos.
- Tire fotos da lesão para acompanhar a evolução e mostrar ao veterinário.
Como é feito o diagnóstico
Feridas de aparência parecida podem ter causas completamente diferentes, por isso a identificação correta é essencial. Na Total Vet, a avaliação começa com a análise do histórico do pet, como início da lesão, rotina, alimentação e contato com outros animais, seguida do exame clínico completo. Conforme a suspeita, o veterinário pode solicitar:
- Citologia de pele, para identificar bactérias, fungos e células inflamatórias.
- Raspado cutâneo, para investigar ácaros.
- Cultura fúngica, para confirmar micoses e esporotricose.
- Biópsia, em lesões persistentes ou suspeitas de tumores e doenças autoimunes.
- Exames de sangue para investigar causas sistêmicas.
- Testes de alergia, quando há suspeita de causa alérgica.
Tratamento das feridas na pele
O tratamento depende da causa e da gravidade, e pode incluir:
- Limpeza e curativo da ferida, com produtos apropriados para uso veterinário.
- Antibióticos ou antifúngicos, conforme o agente identificado.
- Anti-inflamatórios e analgésicos, para controlar dor e inflamação.
- Antiparasitários, quando há pulgas e ácaros envolvidos.
- Banhos terapêuticos, com shampoos medicamentosos.
- Dieta específica, nos casos de alergia alimentar.
- Controle do ambiente e do comportamento, quando há estresse ou lambedura compulsiva.
- Cirurgia, em casos de abscessos, tumores ou lesões extensas.
Como prevenir feridas na pele
- Mantenha o controle de pulgas e carrapatos em dia.
- Escove o pelo com regularidade e observe a pele durante a escovação.
- Seque bem o pet após banhos, principalmente em dobras e áreas de pelagem densa.
- Evite brigas e o contato de gatos com animais de rua, mantendo-os dentro de casa.
- Cuide da alimentação e da saúde geral do pet.
- Leve o pet a consultas de rotina para identificar alterações precocemente.
Quando procurar um veterinário
Procure a Total Vet se a ferida não melhorar em 48 a 72 horas, se estiver aumentando, secretando, com mau cheiro ou dolorosa, ou se o pet apresentar febre, apatia ou perda de apetite. Feridas com larvas, lesões múltiplas e lesões em gatos com suspeita de esporotricose devem ser avaliadas o quanto antes.
Perguntas frequentes sobre feridas na pele dos pets
Posso passar pomada de uso humano na ferida do meu pet?
Não. Muitos produtos humanos são tóxicos se o animal lamber e podem piorar a lesão. Use apenas o que o veterinário indicar.
Ferida que não cicatriza pode ser grave?
Pode. Feridas persistentes podem indicar infecções, esporotricose, tumores ou doenças imunológicas, e precisam de avaliação.
Como saber se a ferida está infectada?
Pus, mau cheiro, inchaço, vermelhidão intensa, calor e dor ao toque são sinais de infecção.
Esporotricose pode ser transmitida para humanos?
Sim. Por isso, gatos com feridas suspeitas devem ser avaliados com urgência e manuseados com cuidado.
Ferida com larvas é emergência?
Sim. A bicheira exige atendimento veterinário imediato para remoção das larvas e tratamento adequado.
Cuide da pele do seu pet com a Total Vet
Identificar a origem de uma ferida e tratá-la a tempo evita complicações e traz conforto ao seu pet. Se ele apresenta feridas, crostas ou lesões que não cicatrizam, agende uma consulta com a equipe da Total Vet. Atendemos em nossas duas unidades: São Paulo (Av. Turmalina, 133 — Aclimação) e Guaratinguetá (R. Pedro Cappio, 549 — Pedregulho).






